Esboço Histórico
A região onde se situa a diocese de
Tocantinópolis foi missionada ainda no século XVI, pelos
jesuítas oriundos de São Luís do Maranhão. Mas a missão não
logrou continuidade, pela escassez das populações e,
posteriormente, pela supressão da Companhia de Jesus.
No início do século
dezenove, migraram para as margens do rio Tocantins (rio dos
Tucanos, em língua tupi), muitos maranhenses oriundos de
Pastos Bons, Estado do Maranhão, fixando-se no local a
partir de 1818. Por esta ocasião, os capuchinhos italianos
da Província Lombarda recomeçaram o trabalho missionário.
Frei Francisco de Monte São Vítor edificou na Boa Vista
(antigo nome da sede diocesana), uma capelinha em honra do
Divino Espírito Santo, retomando as missões junto aos
indígenas Apinajé, às margens do mesmo rio. Mas logo foi
expulso por causa da oposição que fez às injustiças dos
locais e pela perseguição maçônica.
No entanto, o arraial da
Boa Vista cresceu e se desenvolveu. O governo estadual criou
então a Paróquia de Nossa Senhora da Consolação da Boa
Vista, aos 03 de julho de 1852. Seu primeiro pároco
encomendado foi nomeado pelo Bispo de Goiás, apenas em 05 de
julho de 1859: Pe. Ignácio Joaquim Cortez, falecido em 1876.
Voltaram os
capuchinhos por volta de 1862, através de Frei Savino de
Rimini a missionar a região de São Vicente Ferrer, no norte
da paróquia, hoje cidade de Araguatins, e toda a margem
direita do Araguaia. Alcançaram ainda os indígenas Apinajé,
e os Carajá-Xambioá, mas, de novo, foram expulsos pelas
inúmeras perseguições da Maçonaria aliada aos exploradores
de castanha e borracha.
A paróquia
compreendia, na ocasião, uma extensão ainda maior que a
atual área da diocese, sendo povoada apenas às margens dos
dois grandes rios.
Depois de um tempo
a cargo dos padres diocesanos, a freguesia foi entregue em
1888 aos Jesuítas até que fosse assumida pela Missão
Dominicana de Porto Nacional.
Ordenado um filho
da terra em 1897, Pe. João de Souza Lima foi nomeado pároco,
e conduziu a paróquia entre muitas vicissitudes políticas em
que não faltaram de sua parte o apelo às armas em diversas
insurreições contra o governo de Goiás e do Maranhão, que
disputavam o poder local.
Num pequeno
intervalo em que esteve suspenso de ordens – de 1904 a 1908
- os dominicanos administraram novamente a paróquia, sendo
pároco Frei Domingos Carrerot, depois bispo de Porto
Nacional. Readmitido às ordens, Pe João Lima reassumiu a
administração paroquial até a sua morte, em 1948.
Em 1952, os
orionitas da Pequena Obra da Divina Providência assumiram o
cuidado da missão que deu origem à Prelazia e depois à
Diocese de Tocantinópolis.
Atualmente em curso na
Congregação para os Bispos está um processo de divisão da
diocese em dias novas circunscrições eclesiásticas, sendo a
outra com sede em Araguaína.
Araguaína
A cidade de Araguaína encontra-se a 07º 11’
28” de latidude sul e 48º 12’ 26” de longitude oeste e a
227 metros de altitude do nível médio do mar.
Foram os
silvícolas de nação Carajá, Apinajé e Kraô, os primitivos
habitantes da região situada entre os rios Lontra e
Andorinha. Nômades, percorriam toda a região entre o
Araguaia e o Tocantins.
O desbravamento da
região data de 1876 com os primeiros imigrantes vindos do
Piauí, que se estabeleceram à margem do rio Lontra no local
denominado Livre-nos Deus, pela altíssima incidência de
febres palustres especialmente malária, e pelo temor
permanente dos ataques dos indígenas. Formou-se logo um
povoado que assumiu o nome do rio, Lontra como se chamou.
Os primeiros
povoadores dedicaram-se logo à cultura de cereais e de café,
mas esta logo foi abandonada pelas dificuldades de
escoamento da produção por não se dispor de qualquer via
terrestre de comunicação.
O povoado
permaneceu estagnado até que novo surto de povoamento
acontecesse em 1925 quando também foi erigida a primeira
capela dedicada ao Sagrado Coração de Jesus.
Pertencente ao
município de São Vicente Ferrer (Araguatins), passou depois
para Tocantinópolis e, em 1948, para Filadélfia quando o
povoado recebeu o novo nome de Araguaína.
Quando chegou a missão
orionita, em 1952, dependia ainda do município de Filadélfia
e da paróquia de Tocantinópolis, contando com 400 habitantes
em casebres de palha de babaçu.
Instalada a
Prelazia de Tocantinópolis, em 1954, Dom Quinto Tonini,
administrador apostólico, erigiu, aos 07 de maio de 1957, a
capela em sede paroquial, designando para se primeiro pároco
ao Pe. Pacífico Mecozzi.
Do seu antigo
território, foram desmembradas cinco outras paróquias em
Araguaína e outras cinco em outros municípios.
A missão orionita,
criando escolas, hospital e infra-estrutura pastoral, deu um
novo rumo de desenvolvimento ao lugar e possibilitou sua
emancipação em 1958.
Com a construção da
rodovia Belém-Brasília, o recém-criado município conheceu
uma verdadeira explosão populacional fruto da migração
interna que fez com que alcançasse a população de 117.972
habitantes em 2002 e 127.521 habitantes em 2005.
Até a criação do
Estado do Tocantins em 1988, foi a cidade mais populosa e
desenvolvida do Estado, apenas superada hoje pela sua
capital, a cidade de Palmas.
Hoje, pela sua
importância, é considerada ainda a capital econômica do
Estado, sendo ainda o maior pólo de saúde e ensino superior.
De Araguaína foram
emancipados diversos municípios que são propostos para a
composição da nova diocese: Aragominas, Santa Fé do
Araguaia, Carmolândia, Araguanã e Muricilândia.
Evolução canônica
O território da diocese pertenceu à diocese de Goiás
desde 06 de dezembro de 1745 até a criação da Diocese de
Porto Nacional, aos 20 de dezembro de 1915. Dom Alano de
Noday, dominicano francês, segundo Bispo, buscou logo
dividir a sua imensa diocese. Assim, foi criada a nova
Prelazia de Tocantinópolis aos 20 de dezembro de 1954 pela
Bula Ceu Pastor e nomeado Mons. Quinto Tonini como
administrador apostólico.
A eleição de Dom
Cornélio Chizzini deu à nova prelazia o seu primeiro Bispo
que a governou até a morte em 1981.
Durante seu governo
episcopal, a prelazia recebeu parte do território da
Prelazia de Cristalândia, quando foi criada a Paróquia de
Arapoema. A prelazia foi elevada à diocese aos 14 de
novembro de 1980, pela Bula
Conferentia Episcopalis Brasiliensis.
A diocese também tem
atendido, por mútuo acordo entre seus Bispos, feito no
episcopado de Dom Aloísio Hilário de Pinho, as comunidades
de Bernardo Sayão, no território diocesano de Miracema do
Tocantins e a Paróquia de São Sebastião de Couto Magalhães
que, além do município sede engloba o município de Juarina,
ambos em território da Prelazia de Cristalândia
Território e Paróquias
Território atual segundo a bula de criação
da diocese:
41 municípios
26 paróquias
criadas e instaladas
Área de
42.953,6 km2
Território atendido pastoralmente e
pertencente a outras circunscrições:
03 municípios
01 paróquias
(território de Cristalândia) e 01 região pastoral
(território de Miracema do Tocantins)
Área de
3.006,10 km2
Totais:
Área total: 45.960,10 km2
Número de
municípios : 44
Número de
paróquias criadas e instaladas: 27
Área
pastoral: 01 |